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Dinheiro em tempos de crise

Cristina Santos
Vivemos num sistema socioeconômico, cuja ideologia se destaca pelo consumismo.
Consumir passa pelo processo de aprendizado até criar-se a sensação  que o indivíduo é valorizado pelo que tem e não pelo que  é. Nesse estágio, pode-se ser consumido pelo desejo imediatista de obter algum bem cuja representatividade supra essa carência.
Quando essas emoções saem do controle, o indivíduo pode se ver encrencado financeiramente ao comprometer um dinheiro que não tem realmente, utilizando créditos bancários ou cartões: a ilusão de riqueza.
Não existe milagre para reaprender ou aprender a economizar. Desculpas sim, tais como: “quando estiver empregado...”; “quando receber aumento...”; “quando terminar de pagar  isso ou aquilo...”; “quando as crianças crescerem...”
A única forma de juntar dinheiro é parar de gastá-lo, ao menos por um período, cortando imediatamente os supérfluos e buscando alternativas, com criatividade, humildade e senso de realidade.
 É interessante fazer o orçamento, junto aos da casa, trazendo à luz, a realidade econômico-financeira da família. Ter a colaboração de todos, será motivo de  celebração após a crise superada.
Negociar dívidas junto aos credores e paralelamente cortar os serviços advindos dos mesmos. Montar uma planilha semanal e anotar todos os gastos, dia a dia, indicando aonde foi o dinheiro.  Na planilha semanal, deixar em vermelho as contas fixas a vencer: água, luz, cartão, carnês, aluguel, etc.
Passar todos os valores numa planilha mensal , para saber quanto gasta  em cada setor , anotando ainda os ganhos, sejam de que fonte for. Novamente a família deverá ser envolvida para juntos, determinarem aonde poderão reduzir gastos, ou eliminá-lo.
Aprender a fazer a si mesmo 3 perguntas antes de quaisquer compras futuras: 

1- Preciso realmente disso ou só desejo? 
2- Tenho dinheiro suficiente para pagar? 
3- Não vai dar briga em casa? – Se passar pelos três crivos, compre!
Desenvolva o hábito de economizar, colocando um cofre, ou pote para a família depositar trocados e usarem o dinheiro para um passeio juntos.

Economizar, não significa privar-se.
Há parques e atrações gratuitas para se fazer. Leve lanche, água, suco de casa, é mais saudável e barato. Faça-os com as crianças. Elas terão mais disposição para consumir o que produziram e os bons momentos da infância serão melhores do que os presentes.
O mais importante na questão da riqueza, é vivê-la dentro das suas possibilidades infinitas, que culminam em: contas em dia, abrir mão do limite do cheque especial e cartão de crédito e viver do próprio dinheiro, escolhendo  ser servido por ele e não o contrário.
Parafraseando Victor Hugo ,” você precisa dizer ao dinheiro ao menos uma vez: quem é dono de quem?  Ao conseguir isso, você enriqueceu .


Cristina Santos

Economista Doméstica

Gestora de Negócios na Aroma Alimentação

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