Consumir passa pelo processo de aprendizado
até criar-se a sensação que o indivíduo
é valorizado pelo que tem e não pelo que é. Nesse estágio, pode-se ser consumido pelo
desejo imediatista de obter algum bem cuja representatividade supra essa
carência.
Quando essas emoções saem do controle, o
indivíduo pode se ver encrencado financeiramente ao comprometer um dinheiro que
não tem realmente, utilizando créditos bancários ou cartões: a ilusão de
riqueza.
Não existe milagre para reaprender ou
aprender a economizar. Desculpas sim, tais como: “quando estiver empregado...”;
“quando receber aumento...”; “quando terminar de pagar isso ou aquilo...”; “quando as crianças
crescerem...”
A única forma de juntar dinheiro é parar de
gastá-lo, ao menos por um período, cortando imediatamente os supérfluos e buscando
alternativas, com criatividade, humildade e senso de realidade.
É
interessante fazer o orçamento, junto aos da casa, trazendo à luz, a realidade
econômico-financeira da família. Ter a colaboração de todos, será motivo
de celebração após a crise superada.
Negociar dívidas junto aos credores e
paralelamente cortar os serviços advindos dos mesmos. Montar uma planilha
semanal e anotar todos os gastos, dia a dia, indicando aonde foi o
dinheiro. Na planilha semanal, deixar em
vermelho as contas fixas a vencer: água, luz, cartão, carnês, aluguel, etc.
Passar todos os valores numa planilha mensal
, para saber quanto gasta em cada setor
, anotando ainda os ganhos, sejam de que fonte for. Novamente a família deverá
ser envolvida para juntos, determinarem aonde poderão reduzir gastos, ou
eliminá-lo.
Aprender a fazer a si mesmo 3 perguntas
antes de quaisquer compras futuras:
1- Preciso realmente disso ou só desejo?2- Tenho dinheiro suficiente para pagar?3- Não vai dar briga em casa? – Se passar pelos três crivos, compre!
Desenvolva o hábito de economizar,
colocando um cofre, ou pote para a família depositar trocados e usarem o
dinheiro para um passeio juntos.
Economizar, não significa privar-se.
Há parques e atrações gratuitas para se
fazer. Leve lanche, água, suco de casa, é mais saudável e barato. Faça-os com
as crianças. Elas terão mais disposição para consumir o que produziram e os
bons momentos da infância serão melhores do que os presentes.
O mais importante na questão da riqueza, é
vivê-la dentro das suas possibilidades infinitas, que culminam em: contas em
dia, abrir mão do limite do cheque especial e cartão de crédito e viver do
próprio dinheiro, escolhendo ser servido
por ele e não o contrário.
Parafraseando Victor Hugo ,” você precisa
dizer ao dinheiro ao menos uma vez: quem é dono de quem? Ao conseguir isso, você enriqueceu .
Cristina Santos
Economista Doméstica
Gestora de Negócios na Aroma Alimentação

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